sexta-feira, 5 de abril de 2013

O MOODLE E OS PROFESSORES DA UFBA



Hoje tive uma aula que já não tinha a muito tempo, pois como só eramos 5 estudantes na turma e nunca estávamos todas juntas na aula, a professora resolveu que daríamos continuidade as aulas através da internet (apesar de não sermos ead).  Num dos primeiros emails (que não foram muitos) a professora disse que trabalharíamos através do Moodle e que ela nos mandaria o link em breve. Recebemos alguns outros poucos emails com textos, filmes, sites, mas nenhum com o link do Moodle.
Hoje, na ultima aula do semestre, nos encontramos na faculdade para entregar o trabalho e concluir a matéria. A professora nos confessou que não havia mandado o link do Moodle, pois o tinha criado, mas não sabia como mexer. Disse que tinha feito um curso que a faculdade ofereceu, mas que já tinha esquecido tudo. E apesar disso disse que havia também um video tutorial explicando como funciona o Moodle, mas que levava 2h e que ela ficou sem saco de ver. 
Como podemos mudar isso? A faculdade da todos os instrumentos, todas as ferramentas, mas a professora não se dispõe a aprender e a usar. Será que ela tem tempo suficiente para se dedicar a isso? Mas ela estava com o horário da nossa aula livre. Será que não dava pra ela tentar aprender? 

OS TABLETS E A ESTRUTURA FISICA DAS ESCOLAS

Postei aqui outro dia falando que concordava com a lei que garantia tablets em todas as escolas publicas do país. E na discussão que tivemos em sala eu quase fui apedrejada (brincadeira). Vou tentar explicar melhor o porque.

Sei que alguns de vocês são de algum interior. Mas tenho quase certeza que a maioria são dos grandes interiores. Vocês conhecem São Brás? Conhecem Ilha de Maré? E Camocim ? Sabem como funcionam as escolas nesses lugares? Sabem se tem escolas? Ou quais são as estruturas física dessas instituições?

Os moradores da Ilha de Maré tem que ir até o continente para conseguir frequentar uma escola. Vocês sabiam que no período de chuva eles passam varias semanas sem conseguir chegar ao colégio? Será que não seira mais interessante usar esse dinheiro dos tablets para ajudar na construção de uma escola na própria ilha? 
 
Encontrei um TCC falando sobre a estrutura física da escola de Camocim. Dêem uma lida...

Avaliação da Estrutura FÍSICA da E.E.F. São Francisco, localizada no município de Camocim, estado do Ceará/BRASIL

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS


Mediante os instrumentais utilizados foi possível avaliar a estrutura física da E.E.F. São Francisco a partir de dois critérios, a saber: as condições da estrutura física e grau de satisfação de seus usuários. Os resultados obtidos estão discriminados abaixo de forma clara e objetiva através da socialização dos indicadores e fontes.
CRITÉRIO 01: Adequação da estrutura física.
INDICADOR 01: Possui espaço adequado para realização das diferentes atividades que acontecem no seu interior?
FONTE: Observação
Não. Segundo a observação constatou-se que a escola não possui espaço *adequado para realização das diferentes atividades que acontecem no seu interior e que de todo espaço existente, apenas 56% permite sua plena utilização; pois os espaços são pequenos, não oferecendo pleno desenvolvimento das diversas atividades escolar, ficando bem distante do estánder estabelecido que foi de 80%.
INDICADOR 02: Possui estrutura adequada a acessibilidade a pessoas portadoras de necessidades especiais?
<p class="Legenda1">FONTE: Observação,Não. Haja vista que as características as quais impediram que atingisse a acessibilidade ideal foram: 1) falta de rampas; 2) corrimão nos banheiros; 3) sala da secretaria, que não possibilitava o atendimento de uma pessoa cadeirante devido o espaço; 4) um único portão de entrada e saída; 5) calçada alta. Portanto, muito longe dos parâmetros estabelecidos que foram de 05% de acessibilidade.
INDICADOR 03: Possui ventilação adequada?
<p class="Legenda1">FONTE: Observação,Não. Apesar de haver uma boa ventilação nos corredores a escola não possui uma ventilação adequada, uma vez que o ambiente foi avaliado em sua totalidade e que através dos resultados obtidos nesta pesquisa, verificou-se que existem apenas 60% de espaço com ventilação, não alcançando os parâmetros de qualidade estabelecidos no estánder que foi de 80%.

<p class="Tabela">* Para efeitos dessa pesquisa considera-se adequada a dependência cuja estrutura e organização permite sua plena utilização.<p class="Tabela"> CRITÉRIO 02: Grau de satisfação.
INDICADOR 01: Estão satisfeitos com a estrutura física da escola?
<p class="Legenda1"> Não. Dos entrevistados apenas 40% estão satisfeitos com a estrutura física da escola, ficando muito distante do estánder estabelecido que foi de 70%.
INDICADOR 02. Estão satisfeitos com a ventilação?
Constatou-se que o grau de satisfação dos usuários em relação à ventilação do ambiente escolar tem um resultado razoável chegando a 70% de aceitação aproximando-se do estánder estabelecido que foi 80%.
INDICADOR 03. A estrutura física garante acessibilidade?
Percebe-se que a opinião dos usuários coincidem com as informações obtidas por meio da observação, o que vem reforçar ainda mais os números da pesquisa sobre condições de acessibilidade, que foram de 0% ficando totalmente distante do nível de aceitação estabelecido no estánder que foi de no mínimo 50%.

5 CONCLUSÕES
Mediante a análise dos instrumentais utilizados na pesquisa foi possível obter os seguintes resultados, considerando as perguntas a seguir:
A estrutura física da instituição é de boa qualidade?
Não. Após a análise dos resultados foi possível diagnosticar que a estrutura física da instituição não é de boa qualidade, uma vez que a pesquisa apresentada mostra algumas fragilidades na estrutura física da escola.
A estrutura física da escola é adequada às tarefas realizadas?
Não. Através dos resultados obtidos nesta pesquisa foi possível constatar que a escola não possui todos os espaços adequados a realização das diferentes atividades realizada nela. Com base nesse estudo verificou-se que, de todo espaço existente apenas 56% é adequada permitindo sua plena utilização.
Os usuários estão satisfeitos com a estrutura física da escola?
Não. Dos usuários entrevistados apenas 40% estavam satisfeitos com a estrutura física da escola, enquanto 60% diziam-se insatisfeitos.

6 RECOMENDAÇÕES
Tendo em vista os resultados obtidos nesta pesquisa faz-se necessário algumas recomendações ao núcleo gestor da escola, observando os seguintes critérios:
1 - Reduzir a quantidade de alunos por sala;
2 - Adaptar os espaços para outras atividades, fazendo o remanejamento de setores;
5 - Escolher os horários adequados a cada atividade escolar;
6 - Enviar oficio ao secretário municipal da educação para que junto ao senhor prefeito possa enviar técnicos para que seja analisada a estrutura física da escola e realizar as adequações necessárias como:
3 – Construir rampas e corrimão nos banheiros;
4 – Cobrir o pátio com telhado, assentar pias e lajotas nos banheiros e cozinha;

A REDE (partido politico)

Hoje em dia esta mais difícil de acreditar na politica brasileira. A corrupção rolando solta e os ladrões no poder rindo da cara da população.

Abri meu email e recebi o seguinte link http://brasilemrede.com.br/. Um convite a criação de um novo partido politico (“mas já são tantos!!!!“ foi a mesma coisa que eu pensei) com a força e a união dos internautas que acreditam num governo melhor.

Agora me tirem algumas duvidas. Que força a minha palavra vai ter dentro desse partido? Qual a garantia que tenho através desse site de que serei ouvida? O que tem no site me serve de documento que comprove ou desminta algo perante a justiça? Quem/o que me garante que não mudarão o que está escrito depois de assinado? Quem/o que me garante de que esse partido não sera igual a todos os outros? 
 
A internet nos permite escrever e editar o que quisermos. Será que podemos confiar nessa Rede? 

A IMPACIENCIA E A FALTA DE MOVIMENTO

2013. Internet e computadores muito mais rápidos. Boa parte das escolas (particulares) com computadores nas salas ou tablets para os alunos. Como educar uma criança de até 10 anos com essa realidade?


Pra começar, preciso explicar que crianças de até seus 10/11 anos PRECISAM se movimentar. Esse movimento não consiste apenas na coordenação motora fina exigida ao uso dos computadores, tablets, etc. Elas NECESSITAM, para a sua saúde mental e física, trabalhar a sua coordenação motora ampla (correr, pular, subir, descer…). É com o amadurecimento do seu corpo que elas passam a estar maduras o suficiente para aprender determinado tema.

Realmente, hoje em dia, as escolas estão menores e mais apertadas para caberem tantas crianças e ainda mais correndo. Mas que tal, em vez de terem uma aula "diferente" no computador, por que não as leva para fora da sala de aula? Ou então, por que não traz uma atividade diferente e mais dinâmica para própria sala? Por que não fazer ela vivenciar os assuntos fazendo com que ela se movimente? É claro que eu não estou falando para abolir o computador ou outras tecnologias do tipo, mas sim não tornar isso uma regra e uma rotina.

sexta-feira, 8 de março de 2013

"Tablets nas escolas"

O que falar desse "novo" projeto do governo federal, " Tablet nas escolas"?

Pra começar, acredito que temos coisas mais urgentes a serem resolvidas dentro e fora da educação. Mas vamos focar apenas na educação.
Como uma criança de uma escola do interior da Bahia, que não tem cadeiras e mesas suficientes para a quantidade de alunos, que tem um buraco sem telhas no "telhado", que o banheiro não funciona, entre outros problemas estruturais, poderá trabalhar com um tablet? Tá, ela pode até aprender a mexer no tablet. Mas e o dinheiro gasto com esses tablets não poderiam dar um jeito na infra estrutura da escola? Será que ter esses tablets seria realmente o melhor investimento na educação agora? Eu realmente acredito que não.

PS: Não tiro a importância de uma formação tecnológica e a oportunidade dada a pessoas que não tem acesso a tais tecnologias. Mas realmente acho que temos coisas mais urgentes a fazer.

http://www.techguru.com.br/mec-vai-distribuir-600-mil-tablets-em-escolas-da-rede-publica-brasileira-ainda-em-2012/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quando pequena, adorava brincar de lego. De repente surgiu uma matéria no colégio chamada Robótica  Trabalhávamos com lego, montando mecanismos "legais". Nessa matéria trabalhávamos a nossa criatividade e o nosso pensamento lógico de uma maneira mais pratica, mais palpável e trazia um outro olhar para todas as teorias que víamos em física e matemática. Apesar de tudo isso, a matéria não foi pra frente.
Fico pensando quantos dos meus colegas poderiam ter tido um futuro maravilhoso no meio da engenharia por conta dessa matéria e imagino que alguns podem ter se inspirados, mas os outros que chegaram depois, não tiveram essa oportunidade...
Esse foi o video que me levou a pensar em tudo isso.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=CjyKkTwvpn8

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Kandinsky cita, no livro "Do Espiritual na Arte", que cada obra de arte pertence a um determinado tempo histórico que está intimamente ligado a forma de ver e de pensar das pessoas naquele momento. A nossa forma de compreender aquela determinada obra daquele determinado período jamais será como povo daquele tempo a compreendeu. Eu arrisco dizer que criamos uma nova verdade em cima do que já se foi criado anos atrás. Não podemos reviver aquele sentimento, mas podemos recriá-lo adequando-o a nossa atual realidade.
O que dificulta, a nossa percepção, e assim, a nossa compreensão das artes é o modo como vivemos e vemos o mundo. Todas as informações nos são dadas “de bandeja“. Somos bombardeados diariamente com imagens, sons e informações superficiais. Não percebemos de fato as coisas que nos são apresentadas. São tantas informações que criamos um filtro, muito mal regulado, do que devemos de fato perceber ou não. Muitas vezes esquecemos ou até desaprendemos que temos uma percepção mais profunda das coisas. Tudo se torna muito fácil. E a arte que deveria ter o objetivo de alimentar a alma, se torna escassa.